Bob Marley, que completaria 68 anos, deu expressão ao reggae; relembre 15 clássicos

Publicado: 7 de fevereiro de 2013 em music
06/02/2013
Mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, o cantor, guitarrista e compositor Bob Marley completaria 68 anos nesta quarta-feira (6). Para marcar a data, o Virgula Música selecionou quinze músicas do jamaicano que transformou a cultura pop com suas canções pacifistas e politicamente engajadas.

Lembrado por grandes hits como I Shot the Sheriff, No Woman, No Cry, Could You Be Loved, Get Up Stand Up, Jamming, Redemption Song One Love, o maior legado de Bob Marley, no entanto, está relacionada ao dub.

O antropólogo Hermano Vianna afirmou certa vez que o dub está presente em qualquer gravação musical contemporânea, de Zeca Pagodinho a Britney Spears. O modo de produção musical introduzido pelo dub separa os registros de baixo e bateria das gruitarras, teclados e vocais, permitindo mais liberdade para realizar colagens e modificações.

Ele também é um dos pilares da música eletrônica. Bob iniciou a carreira como vocalista de ska e rockstead, gêneros que anteciparam o reggae, com a banda The Wailers (1963-1974), que mais tarde se tornou Bob Marley & The Wailers (1974–1981).

A partir de Catch a Fire (1973), produzido em Londres, seu som ganhou elementos de blues e rock, tornando-se mais acessível para o grande público. Bandas como Rolling Stones, The Clash e The Police buscaram inspiração no reaggae.

O músico também foi responsável  por popularizar a filosofia religiosa Rastafari e fez escolhas políticas equivocadas, como o apoio ao ditador etíope Hailé Selassié. Sua aproximação com a África fez com que mergulhasse  de cabeça nas ideias de pan-africanismo, na volta dos negros ao continente.

Foi o único artista não-africano a tocar na independência da Etiópia, com um show histórico, e passou a ser cultuado por ativistas negros de todo mundo e pelos africanos.

Além da política e da música, tinha também outra paixão, o futebol. Quando esteve no Brasil em 1980 bateu uma bola com Chico Buarque e afirmou: “Rivelino, Jairzinho, Pelé… o Brasil é o meu time. A Jamaica gosta de futebol por causa do Brasil”, disse ele em entrevista à O Globo na ocasião, segundo Carlos Albuquerque relata no livro O Eterno Verão do Reaggae.

Bob continuou fazendo cada vez mais sucesso após sua morte. O álbum Legend, de 1984, compilação de hits com lançamentos póstumos como Buffalo Soldier e Iron Lion Zion, é o disco mais vendido de reggae de todos os tempos, com 25 milhões de cópias vendidas no planeta.

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